Metódos contraceptivos - Obstetra Curitiba - Dr. Claudinei Londero CRM-PR 13135

Em consultório, com a proximidade do término da gestação, informamos as opções recomendáveis de métodos de contracepção. Dentre as possibilidades, destacaríamos:


Preservativos: comentários desnecessários pois seu uso, mecanismos de ação e possíveis complicações são amplamente conhecidos.


Anticoncepcional Hormonal Oral: No período pós nascimento de um bebe é possível o uso de anticoncepcional contendo em sua formulação somente PROGESTERONA, a qual não interfere na qualidade e nem na quantidade de leite. O inicio do uso deve ocorrer aproximadamente 45 dias após o nascimento do bebe e, além do uso ser CONTINUO (não há intervalo entre uma cartela de outra) tem que ser observada uma REGULARIDADE no uso, procurando ingeri-lo diariamente no mesmo horário.

Normalmente ao longo do seu uso o fluxo menstrual fica bloqueado (amenorréia) sem que isso prejudique a saúde da paciente ou sua fertilidade futura. As falhas contraceptivas e os efeitos adversos são relativamente raros e costuma ser uma boa opção para casais que planejam nova gestação em um curto período de tempo.


Implante de anticoncepcional (IMPLANON - www.implanon-usa.com/en/consumer/index.xhtml): Seu mecanismo de ação é similar ao das pílulas contraceptivas contendo somente PROGESTERONA. A diferença esta na liberação programada mínima mas contínua de hormônio e que independe de qualquer ação da usuária.

Como ele é colocado sobre a pele do antebraço (se faz uma pequena anestesia local – no próprio consultório – para sua inserção) não há “esquecimento” ou “atraso” no seu uso, fazendo com que a eficácia do método seja extremamente elevada. Assim como as pílulas somente a base de PROGESTERONA, ele também promove na grande maioria das pacientes uma interrupção do fluxo menstrual (amenorréia). Importante ressaltar que algumas paciente em uso do IMPLANON poder apresentar sangramentos em pequena quantidade e do tipo “borra de café” que se repetem a curtos intervalos e, muitas vezes, com longa duração.

Esses sangramentos são de difícil controle e não interferem na eficácia do método. A duração do efeito contraceptivo é de 3 (três) anos, prazo em que ele deve ser removido (também em consultório com uma pequena anestesia local) e, caso seja desejo da paciente, inserido uma nova unidade. Ele tende a agir positivamente sobre as cólicas menstruais (dismenorréia) e a diminuir o fluxo da menstruação (quando ocorre). O retorno a fertilidade é imediato após a interrupção do uso.


MIRENA (www.bayerpharma.com.br/pt/produtos/produtos-bulas/visualiza-produto.php?codigo=mirena): O efeito anticoncepcional e terapêutico do Mirena (por ser uma combinação de DIU com HORMONIO A BASE DE PROGESTERONA de liberação programada) baseia-se em sua ação local dentro do útero, ou seja, torna o muco cervical mais espesso dificultando a passagem dos espermatozóides e assim, a fertilização do óvulo.

Além disso, o Mirena inibe o crescimento do endométrio (camada de revestimento interno do útero) tornando-o desfavorável à gravidez e resultando em sangramento menstrual mais curto e menos intenso e, às vezes, inexistente. Este método está indicado às mulheres que necessitem de contracepção eficaz, ou que tenham menorragia (fluxo menstrual intenso) idiopática e na prevenção da hiperplasia endometrial durante a terapia de reposição estrogênica.

Sua ação persiste por 5 (cinco) anos e, com sua retirada (que pode acontecer a qualquer tempo nesse período de cinco anos) a fertilidade volta ao normal. Quanto ao peso, se depender do Mirena, permanecerá praticamente inalterado.

Os estudos clínicos demonstram que as usuárias não apresentam quaisquer alterações no peso corpóreo além daquelas observadas nas mulheres que não usam o endoceptivo. Outro dado importante é que, como o Mirena age diretamente dentro do útero, a quantidade de hormônio na corrente sanguínea é mínina, não gerando assim efeitos colaterais.

Diferentemente do DIU DE COBRE, o Mirena pode contribuir para a melhora das cólicas menstruais e não agrava ou predispõe a doença inflamatória pélvica.  O efeito contraceptivo e bastante elevado. Sua colocação pode ser feita no momento da cesariana e posteriormente no consultório.


DIU DE COBRE: O uso de DIUS DE COBRE são bem estabelecidos na literatura médica e seu efeito contraceptivo se baseia principalmente na interferência que ele causa a nível endometrial, levando a produção de substâncias inflamatórias que alteram a “receptividade” do endométrio ao espermatozóide. Além desse efeito, o COBRE contido no DIU tem um efeito “lesivo” e “paralisante” sobre os espermatozóides.

A duração do efeito contraceptivo é de 10 anos. Ele tende, ao contrário das pílulas, do IMPLANON e do Mirena, a aumentar as cólicas menstruais (dimenorréia) e também o fluxo menstrual e ha uma possibilidade que doenças inflamatórias pélvicas sejam mais graves devido a sua presença. 

O efeito contraceptivo do método é bastante elevado e apresenta um custo bastante reduzido quando comparado com o IMPLANON ou com o MIRENA. Sua colocação pode ser feita no momento da cesariana ou posteriormente no consultório.


O uso de pílulas combinadas (ESTROGÊNIO e PROGESTERONA) são contra-indicadas durante a amamentação (primeiros 6 meses) e o uso de TABELINHA também é contra-indicado e só deve ser utilizado após o retorno regular da menstruação.

WhatsApp


Obstetra Curitiba - Dr. Claudinei Londero CRM-PR 13135 | RQE 5817: