Dúvidas frequentes das gestantes...

AUTAN LOÇÃO - Repetir aplicação a cada 3 a 4 horas.

OFF! - Repetir a aplicação a cada 4 horas.

EXPOSIS EXTREME - GEL e SPRAY GATILHO - Repetir aplicação a cada 10 horas ou a cada 5 horas se a temperatura estiver acima de 30 graus (sudorese excessiva). 

REPELEX ACTIVE AÇÃO PROLONGADA - Repetir a aplicação a cada 4 horas.

REPELEX FAMILY CARE LOCÃO E SPRAY - Repetir a aplicação a cada 3 horas.

Ao longo do período gestacional o corpo da mulher sofre várias mudanças. Dentre as queixas mais comuns estão as dores abdominais decorrentes do próprio crescimento do útero materno, inchaço, queda ou elevação da pressão arterial, câimbras, varizes e outras. Há, ainda, a possibilidade de a gestante desenvolver doenças ginecológicas como candidíase, tricomoníase e vaginose bacteriana.

Normalmente essas doenças aparecem devido à mudança da flora vaginal causada por hábitos adotados durante o verão. O uso de peças íntimas úmidas ou roupas com tecidos sintéticos, por exemplo, proporciona o aumento da umidade e temperatura da região genital criando, assim, condições favoráveis para a proliferação de fungos, protozoários e bactérias locais. Esses hábitos também podem tornar os corrimentos mais frequentes.

Candidíase: responsável por coceiras e ardências vaginais, dor ao urinar e corrimento branco grumoso. O tratamento se faz mediante uso de cremes ginecológicos e o desaparecimento total dos sintomas pode levar até quinze dias. Normalmente, durante a gestação, são contraindicados medicamentos via oral para o tratamento desse fungo.

Tricomoníase: é uma infecção causada pelo Trichomonas vaginalis que pode se hospedar no colo uterino, na vagina ou na uretra. Sua principal forma de transmissão é a relação sexual. Apesar de transmitida sexualmente, no verão, como a flora vaginal está em constantes mudanças, há um favorecimento ao surgimento da doença. Seus sintomas são: corrimento amarelado, coceira genital, dor pélvica e ardência ao urinar. Caso a doença são seja corretamente tratada, a gestante corre o risco de sofrer ruptura prematura da bolsa amniótioca e trabalho de parto prematuro.

Vaginose bacteriana: é provocada pela Gardnerella vaginalis e seu principal sintoma é corrimento amarelo ou branco-acinzentado, com odor forte e coceira. A sua causa pode estar relacionada à alteração na flora vaginal e higiene íntima inadequada durante a gestação. Via de regra, o tratamento é medicamentoso ou por meio de aplicação de creme vaginal, levando em conta o estágio da gravidez.

Diante do aparecimento de quaisquer sintomas relacionados, comunique seu obstetra para receber diagnóstico e tratamento adequados.

 

Como esse é um assunto mais extenso, apesar de uma dúvida frenquente, as explicações estão na aba ARTIGOS.

Há um temor muito grande por parte dos casais que alguma situação emergencial aconteça ao longo da gravidez e que isso possa passar despercebido ou que não seja tomada a conduta adequada para se resolver o problema. No sentido de atuarmos sempre preventivamente, existem as consultas e exames (quer laboratoriais, quer ecográficos ou outros) que são marcadas a intervalos e em períodos gestacionais específicos para que haja uma avaliação detalhada de como evolui a gravidez. Essas avaliações permitem que o médico obstetra anteveja situações criticas e antecipe suas condutas para evitar danos à mãe, ao bebê ou ambos.

Existem, no entanto, situações que são imprevisíveis e que devem levar a gestante a uma consulta de emergência no hospital de referência fornecido pelo médico obstetra. Elencamos as principais:

  1. Sangramento abundante: é um sinal que deve ser valorizado e, nessas situações, deve ser imediata a busca a um serviço de emergência para uma correta avaliação da situação. Na fase inicial da gestação (até a 12ª semana) pode haver algum sangramento ou até mesmo a presença de “borra” sem que isso represente risco para a gravidez. Mas após o primeiro trimestre e principalmente se o sangramento for vivo e abundante, vá a um serviço de emergência imediatamente para uma avaliação. Se a gestação estiver próximo do termo e o sangramento for associado a contrações fortes, mais urgente ainda se torna a busca pelo hospital de referência.
  2. Perda de líquido via vaginal em grande quantidade: é um sinal de que, provavelmente, houve a ruptura da bolsa amniótica. Como não há como se ter certeza sem que ocorra o exame médico da paciente, nessas situações também é prudente ir até um serviço de emergência. Ressaltamos que são comuns pequenas perdas líquidas a partir da metade da gestação e que representam simplesmente secreção vaginal acumulada ou, em alguns casos, perda urinária. A ruptura verdadeira da bolsa amniótica, além do volume ser normalmente grande e persistente, via de regra se associa ao surgimento de cólicas e contrações uterinas.
  3. Diminuição significativa ou até parada na movimentação fetal:  o médico obstetra sabe quem são os bebes que estão em situação de risco e orienta a paciente para esses cuidados. É importante, principalmente após a 30ª semana de gestação, que o bebe mantenha o seu padrão de movimentação (pelo menos 4 bons episódios de movimentos ao longo do dia). Se houver  mudança muito significativa para menos ou parada na movimentação fetal é sempre importante uma avaliação médica. Já o excesso de movimentação fetal não deve preocupar.
  4. Contrações uterinas ritmadas: é bastante comum que, ao longo da gravidez, ocorram algumas contrações uterinas. Essas contrações são esporádicas e normalmente não levam a dilatação do colo uterino e ao nascimento do bebê. Já contrações rítmicas (que apresentam intervalos regulares – a cada 10 minutos ou menos) rotineiramente estão associadas ao trabalho de parto e devem ser avaliadas para serem inibidas (se a gestação ainda não estiver concluída) ou controladas para o devido acompanhamento do nascimento do bebê.

Além dessas situações elencadas anteriormente, não há nenhuma outra que exija assistência imediata. De qualquer forma, os hospitais mantêm equipes de plantão 24 horas para atender eventualidades que possam surgir.

Rotineiramente, ao avaliar uma paciente que busca o serviço de emergência, o médico de plantão entra em contato com o médico que esta acompanhando a paciente para dirimir eventuais dúvidas e para, em conjunto, orientar a pacientes sobre as condutas e tratamentos que serão repassados a mesma.

 

A vacina para gripe é altamente recomendada para todas as pacientes e em qualquer idade gestacional. Normalmente ela faz parte de campanha anual junto a rede pública de saúde e também pode ser aplicada em clínicas particulares de vacinação. Ressaltamos que não há nenhuma diferença entre a vacina aplicada na rede pública e a adquirida em uma clínica de vacinação particular.

Para esse ano (2017) a campanha nas unidades de saúde irá iniciar em 17 de abril e não foi informado um prazo definido para o término da campanha (normalmente ela vai até o final de maio). Estará disponivel na rede pública a vacina TRIVALENTE pequena alterações na cepa viral do H1N1 (que não era modificado desde 2010). Já nas clínicas privadas estão disponíveis a TRIVALENTE (idêntica a do setor público) e a TETRAVALENTE ou QUADRIVALENTE que apresenta perfil de imunização para algumas cepas virais a mais que a TRIVALENTE. Em relaçã a proteção contra o H1N1 ambas são idênticas.

Podem ocorrer, após a aplicação da vacina, pequena dor local que poderá ser amenizada com compressas frias nas primeiras 24 horas e com compressas quentes após esse período e também sintomas gerais que se assemelham a um quadro gripal, com dores pelo corpo, coriza e discreta elevação da temperatura corporal. Nessa situação é recomendado o uso de Paracetamol 750 mg de 6/6 horas, repouso, mater boa alimentação e hidratação. Normalmente são quadros leves e limitados a poucos dias.

Destacamos que a imunidade conferida pela vacina também passa para o feto, principalmente se a mãe conseguir amamentar, garantindo que nos primeiros meses de vida da criança ocorra uma menor incidência de quadros virais.

No seguinte link há uma atualização muito boa a respeito da utilização da vacina na gestação (em inglês):http://www.acog.org/Resources-And-Publications/Committee-Opinions/Committee-on-Obstetric-Practice/Influenza-Vaccination-During-Pregnancy?utm_source=todaysheadlines&utm_medium=email&utm_campaign=CO_flu_vaccine

Em agosto de 2011 a classe obstétrica curitibana passou a praticar Taxa de Disponibilidade com base em deliberações da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná (SOGIPA). É importante ficar bem esclarecido que os médicos obstetras que atendem por convênios ficaram, a partir desse momento, liberados para acordar com suas pacientes gestantes honorários de disponibilidade para atendimento quando ocorrerem internações relacionadas às gestações (partos, curetagens, cirurgias obstétricas, cirúrgias por gravidez ectópica e internamentos clínicos), a exemplo do que já era realidade em outros estados (Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo).

Esta orientação decorreu de pareceres emitidos pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná e da Associação Médica do Paraná, com o objetivo de corrigir graves falhas na valorização do serviço médico obstétrico e dignificar essa especialidade de alta responsabilidade (atuante sobre duas vidas), cuja prática se tornou inviável com os atuais padrões de remuneração oferecidos pelos Planos de Saúde.

Ressaltamos que não há previsão contratual do médico obstetra e o respectivo convênio que a paciente possuí que vincule a obrigatoriedade entre a realização do pré-natal no consultório e o atendimento hospitalar por ocasião de internamentos, que ficam na dependência de acordo prévio entre a gestante e seu médico.

Os hospitais e maternidades mantêm equipes continuas de plantonista compostos de médicos obstetra, anestesista e pediatra para a assistência às gestantes que optarem por atendimento que não seja com o seu médico pré-natalista. Àquelas que desejarem a presença do seu médico no momento da internação devem, previamente, combinar com o mesmo o custo envolvido para essa disponibilidade. Desta maneira confere-se segurança na assistência obstétrica no momento do internamento de acordo com a opção e conveniência de cada gestante.

O fato da paciente ter combinado com o seu médico os honorários de disponibilidade não muda a rotina hospitalar. O internamento poderá ser normalmente feito através do respectivo convênio da paciente. Por outro lado é importante que fique claro que os honorários de disponibilidade não são passíveis de ressarcimento junto aos Planos de Saúde já que não são valores específicos de atendimento ao parto, mas sim de disponibilidade para o atendimento à gestação no que se refere aos internamentos e toda e qualquer intercorrência que possa surgir ao logo da gestação, tendo a paciente a possibilidade de, a qualquer momento que ocorrer uma emergência, recorrer a seu médico obstetra de confiança (quer pessoalmente, quer via telefônica ou por e-mail). Isso desde que a gestante não deseje a assistência das equipes de plantão.

Em nosso consultório, logo na primeira consulta de pré-natal, as gestantes são amplamente esclarecidas acerca da possibilidade de receber atendimento assistencial ao parto/cesária pelo seu médico pré-natalista ou pelo plantão obstétrico dos hospitais e maternidades conveniados, oportunizando assim o esclarecimento de dúvidas em caráter individual de cada paciente, de modo a estarem seguras e tranquilas durante o seu pré-natal até o atendimento final na internação.

Também há a segurança por parte da paciente que, caso ocorra algum fator impeditivo por parte do médico obstetra em realizar o atendimento previamente combinado, todo e qualquer valor já repassado será devolvido.

O termo Trombofilias engloba um grande número de doenças e alterações laboratoriais que estão relacionadas com perdas gestacionais repetitivas (abortamento habitual), com crescimento fetal abaixo do esperado (retardo de crescimento intra-útero) e com algumas complicações na evolução da gestação como, por exemplo, a pressão alta relacionada exclusivamente à gravidez (pré-eclâmpsia). Dentro desse grupo de doenças estão o Lúpus Eritematoso Sistêmico, a Artrite Reumatóide, uma série de doenças imunológicas e do tecido conjuntivo e também algumas alterações laboratoriais que não obrigatoriamente desenvolvem algum problema clínico, como a Mutação no Gene da Protrombina, Mutação nos genes da Metilenotetrahidrofolatoredutase (MTHFR) e Mutação no gene do Fator V de Leiden.

Do ponto de vista prático, todas essas alterações levam a mudanças no sistema de coagulação do organismo, predispondo a paciente a um risco maior de trombose durante a gravidez, com aumento na incidência de abortos repetitivos, maior chance de crescimento fetal inadequado e maior incidência de pré-eclampsia e de outras complicações vasculares.

Na literatura médica, ainda são doenças e alterações (algumas) pouco conhecidas e com muitas dúvidas e controvérsias sobre sua real incidência e importância e sobre as condutas a serem tomadas. Durante a gestação há certo consenso que a anticoagulação precoce com Heparina ou, preferentemente, com Heparina de Baixo Peso Molecular, melhora em muito o resultado da gravidez. Há descrição na literatura de que algumas pacientes necessitam de anticoagulação com baixas doses já no período ovulatório para prevenção de abortos precoces.

Também há bastante controvérsia em relação ao período que se deve interromper a medicação. Seguimos no consultório a orientação de publicações médicas internacionais e temos observado ao longo dos anos que, mesmo após a interrupção da medicação, o crescimento fetal, o volume de líquido amniótico, a maturidade placentária e a circulação útero-placentária e fetal se mantêm normais. A literatura médica também preconiza que no pós parto imediato essas paciente sejam novamente anticoaguladas  para prevenção de trombose venosa e tromboembolismo pulmonar.

Para as pacientes com trombofilia, a longo prazo, há limitação no uso de contraceptivos hormonais combinados e necessidade de anticoagulação em caso de viagem aérea longa (mais que 8 horas de voo) e em situações de imobilização prolongada (grandes cirurgias e traumatismos extensos).

Veja mais dúvidas!

Obstetra Dr. Claudinei Londero CRM-PR 13135

Graduado em medicina pelo Curso Superior de Medicina em 10 de janeiro de 1992, no Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná.

Especialista em gestação de alto risco pelo Departamento de Tocoginecologia do Setor de Ciências da Saúde no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

Especialista em ginecologia e obstetrícia pelo TEGO - Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, promovido e expedido pela FEBRASGO - Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia.
Conheça mais!

Artigos Obstetra Dr. Claudinei Londero

Veja mais artigos!

Depoimentos Obstetra Dr. Claudinei Londero


Obstetra em Curitiba - Dr. Claudinei Londero CRM-PR 13135: