Dúvidas frequentes das gestantes...

QUANDO INICIAR?


A partir dos 6 meses, quando o bebê, dentro do seu desenvolvimento, está pronto para receber alimentos! Antes dos 6 meses não se recomenda a introdução de alimentos! O leite materno continua sendo o principal alimento para a criança até 1 ano, mas precisa ser complementado para suprir as necessidades nutricionais do bebê. A recomendação é amamentar até 2 anos ou mais!
ÁGUA deve ser ofertada a partir dos 6 meses também.
Sucos, mesmo que naturais, são recomendados só a partir de 1 ano de idade.
Fique tranquila com relação à quantidade ingerida! O organismo do bebê regula muito bem a fome e saciedade. Não force a criança a comer! Isso pode
transformar o momento da refeição em estresse, choro e frustração. Apenas oferte novamente em outros dias aqueles alimentos que a criança não
gostou em uma primeira tentativa. Muitas vezes é necessário provar um alimento de 8 a 10 vezes para que o paladar aceite o sabor.


O QUE DEVO OFERTAR?

 

  • Aos 6 meses: 3 refeições (Ex: 2 lanches e uma refeição principal)
  • Aos 7 meses: 4 refeições (Ex: 2 lanches e duas refeições principais)
  • A partir dos 8 meses: evolução gradativa para a comida da família.
  • LEMBRE-SE: a comida da família também deve ser saudável! Evite temperos prontos. Prefira sempre temperos naturais (alho, cebola e ervas aromáticas). Esse é um ótimo momento para mudar os hábitos alimentares da família toda!
  • Dê o exemplo de alimentação saudável para o bebê!


COMO OFERECER?


Cozinhe os alimentos e amasse com o garfo. NÃO bata no liquidificador e nem passe pela peneira. Os alimentos devem ser ofertados em um pratinho só para a criança de forma separada para que ela comece a descobrir os diferentes sabores, aromas e texturas dos mais diversos alimentos. Essa é uma fase de muitas descobertas! Respeite o bebê e permita que ele desenvolva uma boa relação com a comida e autonomia para se alimentar!


LANCHES:

  • Frutas. Qualquer uma! O importante é higienizar bem e variar diariamente!


REFEIÇÃO PRINCIPAL:

Compor a refeição da criança com um alimento de cada grupo.

  • Cereais/raízes/tubérculos: arroz, macarrão, mandioca, batata, polenta, batata salsa...
  • Legumes/verduras: abóbora, abobrinha, couve, cenoura, berinjela, espinafre, brócolis...
  • Feijões: feijão, grão de bico, lentilha, ervilha...
  • Carnes/ovo: frango, carne de gado, peixe, ovo...


O QUE NÃO OFERECER AO BEBÊ?


Alimentos que atrapalham na formação de hábitos alimentares saudáveis:

  • Açúcar; doces em geral (bala, pirulito, chocolate, bolacha); café; refrigerante; salgadinhos; frituras; macarrão instantâneo; alimentos enlatados; carnes embutidas (hambúrguer, salsicha, presunto); suco de caixinha.

Alguns alimentos precisam esperar uma maior maturidade da criança:

  • Leite de vaca e derivados: após 1 ano de idade
  • Mel: após 1 ano de idade.

Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE. Dez passos para uma alimentação saudável para crianças brasileiras menores de dois anos. Brasília, 2014.


Milena Schardong
Nutricionista CRN8/12407 - Telefone consultório (41) 3089 4800

Quais são os benefícios?

  • Contribui para a saúde do bebê ao longo da vida, prevenindo doenças futuras;
  • Contribui para o desenvolvimento fetal adequado;
  • Diminui o risco de complicações;
  • Previne carências nutricionais;
  • Favorece o ganho de peso adequado;
  • Previne doenças gestacionais;
  • Auxilia no controle de sintomas comuns nessa fase, como náuseas, azia e constipação.
  • No 1º trimestre NÃO é necessário aumentar a ingestão alimentar. O desenvolvimento do bebê vai depender das suas reservas pré-gestacionais.
  • No 2º e 3º trimestres você vai precisar comer um pouco mais, pois seu bebê está crescendo! Portanto, não precisa exagerar, mas também não se prive de alimentos. Os extremos são prejudiciais! O ganho de peso é importante, necessário e esperado nesse período.


Dicas para manter uma boa alimentação:

 

  1. Faça a base da sua alimentação com alimentos in natura: aqueles provenientes da natureza, sem adição de corantes, conservantes, e aditivos químicos. Exemplos: frutas, verduras, legumes, cereais, leguminosas, carnes, peixes. Uma alimentação colorida é uma alimentação variada, rica em nutrientes. Varie diariamente os alimentos.
  2. Não fique muito tempo sem se alimentar. Faça de 5 a 6 refeições ao dia. Isso ajuda aliviar as náuseas e a azia.
  3. Consuma diariamente alimentos ricos em cálcio, vitamina A, ferro e vitamina D: CÁLCIO: leite e derivados, vegetais verdes escuros; VITAMINA A: ovo, leite, carnes, frutas e vegetais alaranjados e amarelos; FERRO: carnes, leguminosas, vegetais verdes escuros; VITAMINA D: peixes gordurosos, manteiga, ovo e exponha a pele ao sol pelo menos 15 minutos por dia.
  4. Higienize muito bem os alimentos e as mãos antes de comer.
  5. Mantenha seu corpo sempre hidratado (pelo menos 2 litros de água por dia).
  6. Escolha alimentos ricos em fibras (frutas, grãos integrais...). Junto com a água, as fibras são fundamentais para o bom funcionamento do intestino.


O que devo evitar?

 

  1. Evite o excesso de bebidas estimulantes ricas em cafeína (café, refrigerante, chá mate, chá verde, chimarrão). É tolerável o consumo de no máximo DUAS xícaras de 200mL de café por dia, equivalente a 300mg de cafeína.
  2. Evite os alimentos ultraprocessados: refrigerantes, guloseimas, bolachas, sorvete, salgadinhos, carnes embutidas. O consumo desses alimentos pode provocar ganho de peso excessivo e prejudicar a sua saúde e a do bebê! São tolerados, é óbvio, alguns deslises ao longo da gestação.
  3. Evite o adoçante artificial sacarina – não é seguro para gestantes;
  4. Evite alimentos crus (carne, peixe, ovos, saladas cruas de procedência desconhecida, ostras...). Esses alimentos possuem um risco aumentado de contaminação;
  5. Não ingira bebida alcoólica nem faça uso de cigarro.

 

Milena Schardong
Nutricionista CRN8-12407 - Telefone (41) 3089 4800

 

AUTAN LOÇÃO - Repetir aplicação a cada 3 a 4 horas.

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Ao longo do período gestacional o corpo da mulher sofre várias mudanças. Dentre as queixas mais comuns estão as dores abdominais decorrentes do próprio crescimento do útero materno, inchaço, queda ou elevação da pressão arterial, câimbras, varizes e outras. Há, ainda, a possibilidade de a gestante desenvolver doenças ginecológicas como candidíase, tricomoníase e vaginose bacteriana.

Normalmente essas doenças aparecem devido à mudança da flora vaginal causada por hábitos adotados durante o verão. O uso de peças íntimas úmidas ou roupas com tecidos sintéticos, por exemplo, proporciona o aumento da umidade e temperatura da região genital criando, assim, condições favoráveis para a proliferação de fungos, protozoários e bactérias locais. Esses hábitos também podem tornar os corrimentos mais frequentes.

Candidíase: responsável por coceiras e ardências vaginais, dor ao urinar e corrimento branco grumoso. O tratamento se faz mediante uso de cremes ginecológicos e o desaparecimento total dos sintomas pode levar até quinze dias. Normalmente, durante a gestação, são contraindicados medicamentos via oral para o tratamento desse fungo.

Tricomoníase: é uma infecção causada pelo Trichomonas vaginalis que pode se hospedar no colo uterino, na vagina ou na uretra. Sua principal forma de transmissão é a relação sexual. Apesar de transmitida sexualmente, no verão, como a flora vaginal está em constantes mudanças, há um favorecimento ao surgimento da doença. Seus sintomas são: corrimento amarelado, coceira genital, dor pélvica e ardência ao urinar. Caso a doença são seja corretamente tratada, a gestante corre o risco de sofrer ruptura prematura da bolsa amniótioca e trabalho de parto prematuro.

Vaginose bacteriana: é provocada pela Gardnerella vaginalis e seu principal sintoma é corrimento amarelo ou branco-acinzentado, com odor forte e coceira. A sua causa pode estar relacionada à alteração na flora vaginal e higiene íntima inadequada durante a gestação. Via de regra, o tratamento é medicamentoso ou por meio de aplicação de creme vaginal, levando em conta o estágio da gravidez.

Diante do aparecimento de quaisquer sintomas relacionados, comunique seu obstetra para receber diagnóstico e tratamento adequados.

 

Como esse é um assunto mais extenso, apesar de uma dúvida frenquente, as explicações estão na aba ARTIGOS.

Há um temor muito grande por parte dos casais que alguma situação emergencial aconteça ao longo da gravidez e que isso possa passar despercebido ou que não seja tomada a conduta adequada para se resolver o problema. No sentido de atuarmos sempre preventivamente, existem as consultas e exames (quer laboratoriais, quer ecográficos ou outros) que são marcadas a intervalos e em períodos gestacionais específicos para que haja uma avaliação detalhada de como evolui a gravidez. Essas avaliações permitem que o médico obstetra anteveja situações criticas e antecipe suas condutas para evitar danos à mãe, ao bebê ou ambos.

Existem, no entanto, situações que são imprevisíveis e que devem levar a gestante a uma consulta de emergência no hospital de referência fornecido pelo médico obstetra. Elencamos as principais:

  1. Sangramento abundante: é um sinal que deve ser valorizado e, nessas situações, deve ser imediata a busca a um serviço de emergência para uma correta avaliação da situação. Na fase inicial da gestação (até a 12ª semana) pode haver algum sangramento ou até mesmo a presença de “borra” sem que isso represente risco para a gravidez. Mas após o primeiro trimestre e principalmente se o sangramento for vivo e abundante, vá a um serviço de emergência imediatamente para uma avaliação. Se a gestação estiver próximo do termo e o sangramento for associado a contrações fortes, mais urgente ainda se torna a busca pelo hospital de referência.
  2. Perda de líquido via vaginal em grande quantidade: é um sinal de que, provavelmente, houve a ruptura da bolsa amniótica. Como não há como se ter certeza sem que ocorra o exame médico da paciente, nessas situações também é prudente ir até um serviço de emergência. Ressaltamos que são comuns pequenas perdas líquidas a partir da metade da gestação e que representam simplesmente secreção vaginal acumulada ou, em alguns casos, perda urinária. A ruptura verdadeira da bolsa amniótica, além do volume ser normalmente grande e persistente, via de regra se associa ao surgimento de cólicas e contrações uterinas.
  3. Diminuição significativa ou até parada na movimentação fetal:  o médico obstetra sabe quem são os bebes que estão em situação de risco e orienta a paciente para esses cuidados. É importante, principalmente após a 30ª semana de gestação, que o bebe mantenha o seu padrão de movimentação (pelo menos 4 bons episódios de movimentos ao longo do dia). Se houver  mudança muito significativa para menos ou parada na movimentação fetal é sempre importante uma avaliação médica. Já o excesso de movimentação fetal não deve preocupar.
  4. Contrações uterinas ritmadas: é bastante comum que, ao longo da gravidez, ocorram algumas contrações uterinas. Essas contrações são esporádicas e normalmente não levam a dilatação do colo uterino e ao nascimento do bebê. Já contrações rítmicas (que apresentam intervalos regulares – a cada 10 minutos ou menos) rotineiramente estão associadas ao trabalho de parto e devem ser avaliadas para serem inibidas (se a gestação ainda não estiver concluída) ou controladas para o devido acompanhamento do nascimento do bebê.

Além dessas situações elencadas anteriormente, não há nenhuma outra que exija assistência imediata. De qualquer forma, os hospitais mantêm equipes de plantão 24 horas para atender eventualidades que possam surgir.

Rotineiramente, ao avaliar uma paciente que busca o serviço de emergência, o médico de plantão entra em contato com o médico que esta acompanhando a paciente para dirimir eventuais dúvidas e para, em conjunto, orientar a pacientes sobre as condutas e tratamentos que serão repassados a mesma.

 

A vacina para gripe é altamente recomendada para todas as pacientes e em qualquer idade gestacional. Normalmente ela faz parte de campanha anual junto a rede pública de saúde e também pode ser aplicada em clínicas particulares de vacinação. Ressaltamos que não há nenhuma diferença entre a vacina aplicada na rede pública e a adquirida em uma clínica de vacinação particular.

Todos os anos a campanha nas unidades de saúde se inicia em abril e termina final de maio. Normalmente é disponibilizada na rede pública a vacina TRIVALENTE. Já nas clínicas privadas estão disponíveis a TRIVALENTE (idêntica a do setor público) e a TETRAVALENTE ou QUADRIVALENTE que apresenta perfil de imunização para algumas cepas virais a mais que a TRIVALENTE. Em relação a proteção contra o H1N1 ambas são idênticas.

Podem ocorrer, após a aplicação da vacina, pequena dor local que poderá ser amenizada com compressas frias nas primeiras 24 horas e com compressas quentes após esse período e também sintomas gerais que se assemelham a um quadro gripal, com dores pelo corpo, coriza e discreta elevação da temperatura corporal. Nessa situação é recomendado o uso de Paracetamol 750 mg de 6/6 horas, repouso, mater boa alimentação e hidratação. Normalmente são quadros leves e limitados a poucos dias.

Destacamos que a imunidade conferida pela vacina também passa para o feto, principalmente se a mãe conseguir amamentar, garantindo que nos primeiros meses de vida da criança ocorra uma menor incidência de quadros virais.

No seguinte link há uma atualização muito boa a respeito da utilização da vacina na gestação (em inglês):http://www.acog.org/Resources-And-Publications/Committee-Opinions/Committee-on-Obstetric-Practice/Influenza-Vaccination-During-Pregnancy?utm_source=todaysheadlines&utm_medium=email&utm_campaign=CO_flu_vaccine

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Obstetra Dr. Claudinei Londero CRM-PR 13135

Graduado em medicina pelo Curso Superior de Medicina em 10 de janeiro de 1992, no Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná.

Especialista em gestação de alto risco pelo Departamento de Tocoginecologia do Setor de Ciências da Saúde no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

Especialista em ginecologia e obstetrícia pelo TEGO - Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, promovido e expedido pela FEBRASGO - Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia.
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