Vacina para COVID 19 durante a gravidez e no período puerperal - Obstetra Curitiba - Dr. Claudinei Londero CRM-PR 13135

Apesar de, na cidade de Curitiba, a Secretaria Municipal de Saúde ter, em um primeiro momento, contra indicado a vacinação de gestantes e lactantes (puérperas), em 30/04/2021, seguindo recomendação do MINISTÉRIO DA SAÚDE, a SMS de nossa cidade colocou gestantes e puerperas até o 45º dia pós parto como grupos de risco e com a obrigação de serem vacinadas. Houve uma temporária paralização nessa campanha, mas, no presente momento grávidas e puerperas estão sendo regularmente vacinadas em nossa cidade. 

Para ser vacina a gestante ou puerpera deve comparecer a uma unidade de vacinação portando documento de identidade, comprovante de residencia e um teste de gravidez positivo em seu nome, ou uma ecografia que comprove o seu estado gestacional ou simplesmente sua Carteira de Pré Natal. Já puerperas devem levar documentos que comprovem o nascimento, como, por exemplo, a certidão de nascimento. 

A forma como a vacina é feita pelas industrias farmacêuiticas nos permite ter segurança para indicar seu uso em gestantes e puérperas. A indicação das sociedades de obstetrícia a nível nacional e mundial é de que, se possível, gestantes e puérperas SEJAM SIM IMUNIZADAS PARA A COVID 19 com qualquer uma das vacinas disponíveis nas doses preconizadas pelos fabricantes. Após um evento adverso ocorrido na cidade do Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde contra-indicou o uso da vacina da empresa AztraZeneca nesse grupo de pacientes até que se obtenham maiores informações. 

A exemplo de qualquer vacina existente atualmente, podem ocorrer reações adversas que são normalmente de leve intensidade. Uma reação vacinal grave e potencialmente danosa pode ocorrer mas, felizmente, são extremamente raras. 

As reações mais comuns que se observam são dor no local e no membro em que a vacina foi aplicada, podendo nas primeiras 24 a 48 horas surgir uma dor muscular generalizada e uma pequena elevação da temperatura corporal. Normalmente esses desconfortos desaparecem após 48 horas da aplicação da vacina. 

Resalto que as campanhas contra vacinas que circulam nas redes sociais são um desserviço à população - em sua grande maioria composta por pessoas simples e com acesso limitado a informações de qualidade - e representam um risco real no combate a essa terrível epidemia e também às demais doenças prevenidas dessa forma. É dever de todos impedir que esse tipo danoso de informação comprometa essa e qualquer outra campanha de vacinação.

A decisão de usar ou não uma vacina parece ser individual, mas quando se trata de uma EPIDEMIA ou de uma PANDEMIA, ela deixa de ser individual para se transformar em uma atitude que protegerá não somente quem está usando a vacina, mas seus familiares e toda a comunidade. Quando precisamos eradicar uma determinada doença previnida por vacinas, há a necessidade de vacinarmos o máximo de pessoas possíveis para impedir totalmente a circulação do agende causador da doença. Uma única pessoa não vacinada pode sim manter em circulação a doença e comprometer o sucesso daquela vacina. 

A opinião que expresso nesse artigo é balizada nas mais recentes orientações de TODOS OS ORGANISMOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS  que regulamentam o uso de vacinas em gestantes e puerperas. 

Verifique, se a senhora não reside em Curitba, quando essa vacina estará disponível em sua cidade e siga as recomentações os organismos locais em relação a aplicação da mesma. 

 

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